A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
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- amprochmann
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A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Durante o carnaval passei certo tempo assistindo aos noticiários e jornais locais e nacionais. Notícias constantes nessa época do ano são sobre os inúmeros acidentes automobilísticos que acontecem nas estradas e cidades brasileiras. Cerca de 90% dos casos são causados por problemas de manutenção dos veículos ou por negligências às leis do trânsito.
Pensando no automodelismo, as coisas não são diferentes. Em se tratando de motivos para acidentes e prejuízos ocorridos neste esporte, muito ainda se deve ao descuido do dono do automodelo e a falta de manutenção de peças fundamentais.
Certamente aqueles que praticam o automodelismo há alguns anos já usaram e abusaram de seus equipamentos até o fim da vida útil deles (das baterias, dos pneus, dos rolamentos, dos servos e do motor, entre outros). Por ser diferente do aeromodelismo, nossas réplicas estão no chão e certos automodelista acham que é mais “seguro” (não cairá na cabeça de ninguém) e que não precisam ter tanto cuidado como costuma ter a maioria dos praticantes do aeromodelismo.
É óbvio que não existem placas do tipo “Atenção - verifique a freqüência do seu rádio” ou “verifique a carga de sua bateria”. Algumas coisas parecem básicas para quem já é experiente no assunto. Mas o que preocupa neste esporte são os iniciantes. É comum observar em parques e estacionamentos onde o pessoal se reúne para andar, pessoas desavisadas que compram automodelos pensando que são como “carrinhos de controle remoto”.
Muitos desses novatos esperam se divertir e não tem a real noção do perigo que podem causar a si mesmos ou aos que estiverem no local. Enganam-se muito, pois um automodelo, em funcionamento, pode machucar e causar prejuízos físicos ou materiais significativos. Algum desses problemas eu posso relacionar:
- o motor de um automodelos movido à combustão, por exemplo, chega a atingir temperaturas que causam queimaduras graves (de 1º ou 2ª grau);
- o combustível é altamente inflamável e tóxico;
- baterias de Lipo mal armazenadas ou perfuradas podem sim pegar fogo;
- um automodelo desgovernado pode fraturar uma perna/pé/braço de um pedestre (o risco de atropelamentos é maior em locais com crianças e jovens de bicicleta, skate e patins);
- um automodelo sem controle pode bater em outro ou em um carro estacionado próximo, danificando ambos;
- a interferência em rádios AM é grande e são poucas as freqüências disponíveis em automodelos “Ready-to-Run”.
Esses e muitos outros problemas poderiam ser evitados se houvesse mais informação sobre o assunto, na hora de adquirir um automodelo. Conheço pelo menos uma empresa brasileira que entrega uma carta ao consumidor, alertando-o que o automodelo não é “brinquedo” e que não deve ser entregue nas mãos de uma criança. Isso ajuda, mas é preciso mais. É preciso mobilizar a turma para alertar os iniciantes e incentivar a prática em grupos, onde muitos problemas podem ser minimizados ou controlados.
As famosas gambiarras também são fáceis de serem observadas e nessas horas o que prevalece é a famosa Lei de Murphy - quando uma coisa pode dar errado, ela certamente dará! Portanto, cuide de seu automodelo. Ele pode sim causar danos e prejuízos para você e para aqueles que estão te observando ou próximo de você. Depois não diga que eu não avisei.
Pensando no automodelismo, as coisas não são diferentes. Em se tratando de motivos para acidentes e prejuízos ocorridos neste esporte, muito ainda se deve ao descuido do dono do automodelo e a falta de manutenção de peças fundamentais.
Certamente aqueles que praticam o automodelismo há alguns anos já usaram e abusaram de seus equipamentos até o fim da vida útil deles (das baterias, dos pneus, dos rolamentos, dos servos e do motor, entre outros). Por ser diferente do aeromodelismo, nossas réplicas estão no chão e certos automodelista acham que é mais “seguro” (não cairá na cabeça de ninguém) e que não precisam ter tanto cuidado como costuma ter a maioria dos praticantes do aeromodelismo.
É óbvio que não existem placas do tipo “Atenção - verifique a freqüência do seu rádio” ou “verifique a carga de sua bateria”. Algumas coisas parecem básicas para quem já é experiente no assunto. Mas o que preocupa neste esporte são os iniciantes. É comum observar em parques e estacionamentos onde o pessoal se reúne para andar, pessoas desavisadas que compram automodelos pensando que são como “carrinhos de controle remoto”.
Muitos desses novatos esperam se divertir e não tem a real noção do perigo que podem causar a si mesmos ou aos que estiverem no local. Enganam-se muito, pois um automodelo, em funcionamento, pode machucar e causar prejuízos físicos ou materiais significativos. Algum desses problemas eu posso relacionar:
- o motor de um automodelos movido à combustão, por exemplo, chega a atingir temperaturas que causam queimaduras graves (de 1º ou 2ª grau);
- o combustível é altamente inflamável e tóxico;
- baterias de Lipo mal armazenadas ou perfuradas podem sim pegar fogo;
- um automodelo desgovernado pode fraturar uma perna/pé/braço de um pedestre (o risco de atropelamentos é maior em locais com crianças e jovens de bicicleta, skate e patins);
- um automodelo sem controle pode bater em outro ou em um carro estacionado próximo, danificando ambos;
- a interferência em rádios AM é grande e são poucas as freqüências disponíveis em automodelos “Ready-to-Run”.
Esses e muitos outros problemas poderiam ser evitados se houvesse mais informação sobre o assunto, na hora de adquirir um automodelo. Conheço pelo menos uma empresa brasileira que entrega uma carta ao consumidor, alertando-o que o automodelo não é “brinquedo” e que não deve ser entregue nas mãos de uma criança. Isso ajuda, mas é preciso mais. É preciso mobilizar a turma para alertar os iniciantes e incentivar a prática em grupos, onde muitos problemas podem ser minimizados ou controlados.
As famosas gambiarras também são fáceis de serem observadas e nessas horas o que prevalece é a famosa Lei de Murphy - quando uma coisa pode dar errado, ela certamente dará! Portanto, cuide de seu automodelo. Ele pode sim causar danos e prejuízos para você e para aqueles que estão te observando ou próximo de você. Depois não diga que eu não avisei.
Conclusão: seja On ou Off, GP ou EP, o importante é andar...
Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Isso me lembrou uma historia que aconteceu aqui em santos, o carro do cara, capotou, voou e acerto com a parte de baixo a porta de um carro 1:1, pessoal por aqui disse que ficou a estampa perfeita do RC na porta do carro..amprochmann escreveu:...
- um automodelo sem controle pode bater em outro ou em um carro estacionado próximo, danificando ambos;
...
Mas nao adianta amprochmann, é brasil cara, é natural do brasileiro ja nao mexer em time que esta ganhando, duvido que algo mude..
Abraço
Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
pixelman escreveu:Isso me lembrou uma historia que aconteceu aqui em santos, o carro do cara, capotou, voou e acerto com a parte de baixo a porta de um carro 1:1, pessoal por aqui disse que ficou a estampa perfeita do RC na porta do carro..amprochmann escreveu:...
- um automodelo sem controle pode bater em outro ou em um carro estacionado próximo, danificando ambos;
...![]()
Mas nao adianta amprochmann, é brasil cara, é natural do brasileiro ja nao mexer em time que esta ganhando, duvido que algo mude..
Abraço
A poucos meses aconteceu um grave acidente com aeromodelo. Matou o presidente do clube, só não lembro o clube, mas era no interior de SP. Pegou na cabeça, tendo o senhor lesionado, morte instantânea. Lembrei-me do ocorrido ao ler o que pixelman falou sobre o carro que bateu na porta de um outro 1:1 que estava parado. Se, esse carro, ao invés de bater em uma porta, batesse em uma pessoa, ou até mesmo em uma criança ? certamente que no minimo teriamos uma fratura. O meu Fail safe está a caminho...
Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Com certeza, o problema é que o carro ja estava no ar, nao havia failsafe que iria salvar ele
Ja o motivo para o carro levantar voo nao sei qual foi...
Ja o motivo para o carro levantar voo nao sei qual foi...
- amprochmann
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Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Realmente a questão de segurança ainda é ignorada por muitos automodelistas e também aeromodelistas. É preciso sim se preocupar com o os equipamentos, o local onde é praticado o esporte e com as pessoas que ficam próximas.
Em 2008, um garoto de cinco anos morreu por ser atingido por um helicóptero rádio controlado, no interior de Pernambuco. Em 2009, o presidente do Clube de Aeromodelismo de Araraquara/SP morreu depois te ser atingido por um avião. Espero que 2010 não seja o momento do automodelismo causar problemas para o pessoal.
Em 2008, um garoto de cinco anos morreu por ser atingido por um helicóptero rádio controlado, no interior de Pernambuco. Em 2009, o presidente do Clube de Aeromodelismo de Araraquara/SP morreu depois te ser atingido por um avião. Espero que 2010 não seja o momento do automodelismo causar problemas para o pessoal.
Conclusão: seja On ou Off, GP ou EP, o importante é andar...
Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Galera,
O assunto "manutenção" é extremamente complexo. Digo isso por conhecimento de causa pois trabalho com isso a quase 20 anos e atualmente trabalho no seu planejamento.
Como não podia deixar de ser, já imaginei "n" formas de estruturar o que chamo de "plano de manutenção" para o carrinho. Mas, por falta de tempo, ainda não consegui elaborar e aplicar um.
Para quem deseja se arriscar neste assunto e ter uma noção de como planejar e manter o seu auto modelo, seguem algumas diretrizes básicas conceituais:
Separe o seu equipamento em duas partes:
1 - Operacional ou Parâmetros
É quando você sobe no palanque e pilota o seu carrinho. Ali você tem que ter claramente o que você quer do seu equipamento, definindo alguns parâmetros como, por exemplo, tempo de volta, consumo de combustível, etc. ou simplesmente garantir que o carrinho não te deixe na mão.
Defina estes parâmetros e escreva-os.
Pronto! Você já definiu os parâmetros que o teu "Plano de Manutenção" tem que garantir ou perseguir para manter o equipamento funcionando.
2 - Manutenção
Aqui é que o bicho pega!
Você tem que conhecer bem o carrinho e cada parte dele, a função de cada uma e, além disso, a forma e como elas interferem nos parâmetros definidos no item 1.
Esse conhecimento é essencial para que você tenha condições plenas de responder as perguntas básicas para montar um plano de manutenção:
- Qual a forma que o componente (por exemplo: correia e rolamento) se desgasta?
- O dispositivo se desgasta única e exclusivamente através do uso (Km rodados, tanques de combustível consumidos,....) ou por tempo (a correia resseca em quanto tempo? Se o rolamento ficar parado por muito tempo ele funcionará bem quando solicitado?)
- A partir de que ponto da vida do componente pode ser necessário uma ação de manutenção, seja ela: substituição, limpeza, lubrificação apenas, ou limpeza e lubrificação, etc.
- O componente/parte do carrinho quando comprometido por alguma falha ou por desgaste natural traz algum risco à segurança, seja das pessoas em volta, do piloto ou do mecânico?
- Etc..
De posse destas informações, é montada uma planilha que nas colunas vão: Função, Falha, Modos de falha, Causas, Efeito e Conseqüência, Tarefa Proposta, segue exemplo explicando cada uma:
- Função: pode ser descrita a função do componente ou a função propriamente dita que você quer que ele faça levantada no item 1:
1 - Carrinho fazer a volta na pista "X" a "n" segundos.
- Falha: O desvio da função descrita acima:
1A - Carrinho não faz a volta na pista "X" a "n" segundos, mas "X+30seg."
1B - Carrinho não faz a volta.
- Modos de falha: Aqui entra o dispositivo em falha, seja por desgaste ou quebra que não cumpre mais a função como deveria:
1A1 - Rolamentos do diferencial traseiro não giram livremente
1B1 – Bateria do carrinho não alimenta a parte elétrica (receptor e servos)
- Causas: Neste campo são explicadas as causas do modo de falha:
1A1A - Rolamentos do diferencial traseiro preso por falta de lubrificação
1B1A – Mau contato no conector do pack de bateria por oxidação
- Efeito e Conseqüência: é descrita uma historinha de como acontece e as suas conseqüências:
1A1A - Os rolamentos, com o uso perdem a lubrificação e aumentam seu coeficiente de atrito segurando o carrinho na pista aumentando o tempo de volta.
1B1A – O conector do pack de bateria com o tempo se oxida, oferecendo grande resistência elétrica de contato a ponto de não alimentar mais a parte elétrica. Caso este modo de falha ocorra durante o carrinho acelerado na pista e o mesmo não tiver uma mola de retorno da gaveta no carburador, o servo de acelerador/freio perderá a alimentação, na posição acelerado, provocando o disparo do carro podendo vir a causar ferimentos graves nas pessoas que estão nas proximidades.
- Tarefa Proposta: É descrito o que deve ser feito para evitar que a falha aconteça:
1A1A - Desmontar o suporte do diferencial, retirar os rolamentos, realizar a limpeza e lubrificação e avaliar o ruído dos mesmos. Se estiverem muito ruidosos substituí-los por novos.
1B1A - Verificar o conector periodicamente e limpá-lo com limpa-contatos em spray (freon) e proteger a parte elétrica substituindo a bexiga do receptor.
- Periodicidade: Aqui é descrito quando deve ser realizado a tarefa proposta, deve ser descriminado se é por tempo ou alguma outra unidade, por exemplo: voltas na pista, tanques de combustível, etc
1A1A – A cada galão de combustível
1B1A – A cada 6 meses, independente de usar o carrinho ou não.
Aqui vale uma observação importante. Pode ser dado prioridade ás tarefas que tentam minimizar riscos graves (no exemplo o conector da bateria) aumentando a periodicidade de verificação.
Depois, separe somente as colunas que interessam, como “Tarefa Proposta” e “Periodicidade” em uma planilha a parte e faça o controle. Quando o carrinho alcançar o tempo ou ciclo necessário, realize as manutenções.
Posteriormente você pode agrupar algumas tarefas alterando a periodicidade para facilitar o trabalho, por exemplo, já que você vai desmontar o carrinho para trocar o rolamento, aproveite e verifique as correias.
Algumas tarefas podem ser classificadas como:
Descarte: chegou o tempo certo, você troca sumariamente a peça
Medição: você verifica o estado da peça e troca se necessário, por exemplo: verifique a correia quanto a quantidade de dentes e substitua se estiver com mais de cinco dentes consecutivos ausentes.
Prevenção: você realiza uma tarefa de forma automática, sem medição nenhuma, a uma determinada periodicidade a fim de prevenir que o componente/peça falhe: por exemplo: desmontagem, limpeza e lubrificação dos rolamentos.
Aqui eu fiz uma salada de métodos e ferramentas de manutenção (Por exemplo: Failure Mode and Effects Analysys – FMEA e Reliability Centered Maintenance – RCM) pegando um pouquinho de cada , os métodos são mais complexos que isto, para dar uma idéia de como estruturar um plano para manter o carrinho, existem muitas outras formas de fazê-lo.
Espero que os lojistas não reclamem, pois afinal descrevi um método que tenta prolongar ao máximo a vida útil do carrinho para que sejam realizadas trocas de peças somente havendo necessidade, além de detectar e prevenir falhas graves e catastróficas que destroem o carrinho obrigando o hobbista a adquirir milhares de peças nas lojas ou trocar o carro inteiro.
Abraços!
O assunto "manutenção" é extremamente complexo. Digo isso por conhecimento de causa pois trabalho com isso a quase 20 anos e atualmente trabalho no seu planejamento.
Como não podia deixar de ser, já imaginei "n" formas de estruturar o que chamo de "plano de manutenção" para o carrinho. Mas, por falta de tempo, ainda não consegui elaborar e aplicar um.
Para quem deseja se arriscar neste assunto e ter uma noção de como planejar e manter o seu auto modelo, seguem algumas diretrizes básicas conceituais:
Separe o seu equipamento em duas partes:
1 - Operacional ou Parâmetros
É quando você sobe no palanque e pilota o seu carrinho. Ali você tem que ter claramente o que você quer do seu equipamento, definindo alguns parâmetros como, por exemplo, tempo de volta, consumo de combustível, etc. ou simplesmente garantir que o carrinho não te deixe na mão.
Defina estes parâmetros e escreva-os.
Pronto! Você já definiu os parâmetros que o teu "Plano de Manutenção" tem que garantir ou perseguir para manter o equipamento funcionando.
2 - Manutenção
Aqui é que o bicho pega!
Você tem que conhecer bem o carrinho e cada parte dele, a função de cada uma e, além disso, a forma e como elas interferem nos parâmetros definidos no item 1.
Esse conhecimento é essencial para que você tenha condições plenas de responder as perguntas básicas para montar um plano de manutenção:
- Qual a forma que o componente (por exemplo: correia e rolamento) se desgasta?
- O dispositivo se desgasta única e exclusivamente através do uso (Km rodados, tanques de combustível consumidos,....) ou por tempo (a correia resseca em quanto tempo? Se o rolamento ficar parado por muito tempo ele funcionará bem quando solicitado?)
- A partir de que ponto da vida do componente pode ser necessário uma ação de manutenção, seja ela: substituição, limpeza, lubrificação apenas, ou limpeza e lubrificação, etc.
- O componente/parte do carrinho quando comprometido por alguma falha ou por desgaste natural traz algum risco à segurança, seja das pessoas em volta, do piloto ou do mecânico?
- Etc..
De posse destas informações, é montada uma planilha que nas colunas vão: Função, Falha, Modos de falha, Causas, Efeito e Conseqüência, Tarefa Proposta, segue exemplo explicando cada uma:
- Função: pode ser descrita a função do componente ou a função propriamente dita que você quer que ele faça levantada no item 1:
1 - Carrinho fazer a volta na pista "X" a "n" segundos.
- Falha: O desvio da função descrita acima:
1A - Carrinho não faz a volta na pista "X" a "n" segundos, mas "X+30seg."
1B - Carrinho não faz a volta.
- Modos de falha: Aqui entra o dispositivo em falha, seja por desgaste ou quebra que não cumpre mais a função como deveria:
1A1 - Rolamentos do diferencial traseiro não giram livremente
1B1 – Bateria do carrinho não alimenta a parte elétrica (receptor e servos)
- Causas: Neste campo são explicadas as causas do modo de falha:
1A1A - Rolamentos do diferencial traseiro preso por falta de lubrificação
1B1A – Mau contato no conector do pack de bateria por oxidação
- Efeito e Conseqüência: é descrita uma historinha de como acontece e as suas conseqüências:
1A1A - Os rolamentos, com o uso perdem a lubrificação e aumentam seu coeficiente de atrito segurando o carrinho na pista aumentando o tempo de volta.
1B1A – O conector do pack de bateria com o tempo se oxida, oferecendo grande resistência elétrica de contato a ponto de não alimentar mais a parte elétrica. Caso este modo de falha ocorra durante o carrinho acelerado na pista e o mesmo não tiver uma mola de retorno da gaveta no carburador, o servo de acelerador/freio perderá a alimentação, na posição acelerado, provocando o disparo do carro podendo vir a causar ferimentos graves nas pessoas que estão nas proximidades.
- Tarefa Proposta: É descrito o que deve ser feito para evitar que a falha aconteça:
1A1A - Desmontar o suporte do diferencial, retirar os rolamentos, realizar a limpeza e lubrificação e avaliar o ruído dos mesmos. Se estiverem muito ruidosos substituí-los por novos.
1B1A - Verificar o conector periodicamente e limpá-lo com limpa-contatos em spray (freon) e proteger a parte elétrica substituindo a bexiga do receptor.
- Periodicidade: Aqui é descrito quando deve ser realizado a tarefa proposta, deve ser descriminado se é por tempo ou alguma outra unidade, por exemplo: voltas na pista, tanques de combustível, etc
1A1A – A cada galão de combustível
1B1A – A cada 6 meses, independente de usar o carrinho ou não.
Aqui vale uma observação importante. Pode ser dado prioridade ás tarefas que tentam minimizar riscos graves (no exemplo o conector da bateria) aumentando a periodicidade de verificação.
Depois, separe somente as colunas que interessam, como “Tarefa Proposta” e “Periodicidade” em uma planilha a parte e faça o controle. Quando o carrinho alcançar o tempo ou ciclo necessário, realize as manutenções.
Posteriormente você pode agrupar algumas tarefas alterando a periodicidade para facilitar o trabalho, por exemplo, já que você vai desmontar o carrinho para trocar o rolamento, aproveite e verifique as correias.
Algumas tarefas podem ser classificadas como:
Descarte: chegou o tempo certo, você troca sumariamente a peça
Medição: você verifica o estado da peça e troca se necessário, por exemplo: verifique a correia quanto a quantidade de dentes e substitua se estiver com mais de cinco dentes consecutivos ausentes.
Prevenção: você realiza uma tarefa de forma automática, sem medição nenhuma, a uma determinada periodicidade a fim de prevenir que o componente/peça falhe: por exemplo: desmontagem, limpeza e lubrificação dos rolamentos.
Aqui eu fiz uma salada de métodos e ferramentas de manutenção (Por exemplo: Failure Mode and Effects Analysys – FMEA e Reliability Centered Maintenance – RCM) pegando um pouquinho de cada , os métodos são mais complexos que isto, para dar uma idéia de como estruturar um plano para manter o carrinho, existem muitas outras formas de fazê-lo.
Espero que os lojistas não reclamem, pois afinal descrevi um método que tenta prolongar ao máximo a vida útil do carrinho para que sejam realizadas trocas de peças somente havendo necessidade, além de detectar e prevenir falhas graves e catastróficas que destroem o carrinho obrigando o hobbista a adquirir milhares de peças nas lojas ou trocar o carro inteiro.
Abraços!
Acelera Ayrton!!!
- MISTER-XIS
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- Mensagens: 789
- Registrado em: 06 Set 2008, 22:00
- Localização: São Sebastião - SP
Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Lendo seu texto me vi a alguns anos atrás com meu primeiro automodelo (inferno MP5), uma belezura rsrsrs, andava com um monte de gente olhando e fazendo as mesmas perguntas: "corre quanto por hora?" " quanto custa?" e assim por diante, fui irresponsável várias vezes, fui prudente também, mas tomando gosto pelo automodelismo, como todos que tomam quando veem isso de outra visão, não como "brinquedo" acabam se consientizando da importância de se ter "prudência" quando se liga um carrinho desses, a gente começa a procurar lugares mais afastados, pistas, enfim, a gente inconscientemente acaba sendo mais cauteloso com tudo que gira em torno do carrinho. Portanto eu acho que isso é um ciclo evolutivo da pessoa que conhece,experimenta, compra, conhece novamente e ensina. ai se resume o ciclo evolutivo de qualquer automodelista. Sempre vão existir os malas, mas fazer o que né? é ensinar pra aprender...

"A.S.A" Associação Sebastianense de Automodelismo
Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
me vi nessas palavras...aqui na minha cidade, não existe um local apropriado para andar, então ando na praça, quando dá...fim de semana passada fui andar por voltas das 20:0hs...tentei pelo menos...mas começou a chegar muita piazada de bicicleta, corriam atrás do carro...qual minha reação??? peguei o carro e fui pra casa...não tem como se divertir com tanta gente q fica correndo em volta e passando na frente...antes de acontecer algo...me fui embora decepcionado por não poder brincar...deu uns 5 min apenas...mas foi melhor assim...vou continuar a procurad de um lugar bom pra andar, sem ninguém por perto pra atrapalharMISTER-XIS escreveu:Lendo seu texto me vi a alguns anos atrás com meu primeiro automodelo (inferno MP5), uma belezura rsrsrs, andava com um monte de gente olhando e fazendo as mesmas perguntas: "corre quanto por hora?" " quanto custa?" e assim por diante, fui irresponsável várias vezes, fui prudente também, mas tomando gosto pelo automodelismo, como todos que tomam quando veem isso de outra visão, não como "brinquedo" acabam se consientizando da importância de se ter "prudência" quando se liga um carrinho desses, a gente começa a procurar lugares mais afastados, pistas, enfim, a gente inconscientemente acaba sendo mais cauteloso com tudo que gira em torno do carrinho. Portanto eu acho que isso é um ciclo evolutivo da pessoa que conhece,experimenta, compra, conhece novamente e ensina. ai se resume o ciclo evolutivo de qualquer automodelista. Sempre vão existir os malas, mas fazer o que né? é ensinar pra aprender...![]()
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Mauricio Souza
Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Se analisássemos friamente a condição em que andamos de carrinho e todos os aspectos de segurança envolvidos.... simplesmente desistiríamos do hobby.
Não precisa ir muito longe.... Durante um campeonato, que é feito em pista, tem uma certa organização não permitindo que muitas pessoas permaneçam próximas ou na pista, o risco de alguém se machucar é muito grande, principalmente pela grande quantidade de carrinhos.
Vide os gândulas que ficam expostos diretamente ao risco de ferimentos mais graves.
Depois vem os mecânicos que também estão expostos. Em pista onde os boxes são rebaixados o risco de choques na cabeça aumentam.
Por último o público em geral que, se a pista não for bem protegida por grades de dimensões adequadas, também correm riscos.
O caso do aero é pior ainda.....pois as possíveis ações de segurança do auto não se aplicam, ou seja, tem que ficar bem de longe mesmo.
Vamos imaginar o que poderia ser feito para termos uma pista segura.
1 - Os gândulas precisam de equipamentos de proteção como luvas, roupas acolchoadas, capacete de proteção integral da cabeça, (rosto inclusive) e botas de proteção.
2 - Outra alternativa, seria e mantê-los em pontos estratégicos da pista atrás de escudos de proteção, de onde eles sairiam somente para buscar o carro parado na pista. Para auxiliar neste trabalho, eles só poderiam correr pela pista em pontos pré-determinados, demarcados no chão, nas partes onde não há pista, com cor diferenciada, e cada um teria sua área de atuação demarcada.
3 - Um gradeamento alto em torno da pista com portão de acesso para proteção dos espectadores.
4 - Este mesmo gradeamento se extenderia pelos boxes e neles ele seria elevado uns 20 cm do chão. Mas haveria espaço depois deste gradeamento suficiente para caber um carrinho inteiro com muita folga, permitindo a sua total retirada. Mesmo assim, os mecânicos precisam de, pelo menos, luvas.
Ficam aqui as minhas sugestões de segurança, embora acho que aqui não seja o tópico adequado, afinal o título é sobre manutenção.... mas tudo bem!
Abraços!
Não precisa ir muito longe.... Durante um campeonato, que é feito em pista, tem uma certa organização não permitindo que muitas pessoas permaneçam próximas ou na pista, o risco de alguém se machucar é muito grande, principalmente pela grande quantidade de carrinhos.
Vide os gândulas que ficam expostos diretamente ao risco de ferimentos mais graves.
Depois vem os mecânicos que também estão expostos. Em pista onde os boxes são rebaixados o risco de choques na cabeça aumentam.
Por último o público em geral que, se a pista não for bem protegida por grades de dimensões adequadas, também correm riscos.
O caso do aero é pior ainda.....pois as possíveis ações de segurança do auto não se aplicam, ou seja, tem que ficar bem de longe mesmo.
Vamos imaginar o que poderia ser feito para termos uma pista segura.
1 - Os gândulas precisam de equipamentos de proteção como luvas, roupas acolchoadas, capacete de proteção integral da cabeça, (rosto inclusive) e botas de proteção.
2 - Outra alternativa, seria e mantê-los em pontos estratégicos da pista atrás de escudos de proteção, de onde eles sairiam somente para buscar o carro parado na pista. Para auxiliar neste trabalho, eles só poderiam correr pela pista em pontos pré-determinados, demarcados no chão, nas partes onde não há pista, com cor diferenciada, e cada um teria sua área de atuação demarcada.
3 - Um gradeamento alto em torno da pista com portão de acesso para proteção dos espectadores.
4 - Este mesmo gradeamento se extenderia pelos boxes e neles ele seria elevado uns 20 cm do chão. Mas haveria espaço depois deste gradeamento suficiente para caber um carrinho inteiro com muita folga, permitindo a sua total retirada. Mesmo assim, os mecânicos precisam de, pelo menos, luvas.
Ficam aqui as minhas sugestões de segurança, embora acho que aqui não seja o tópico adequado, afinal o título é sobre manutenção.... mas tudo bem!
Abraços!
Acelera Ayrton!!!
- Maxx3262
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Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Bom coloquemos o exemplo que ocorreu no Paulista, acho que 2008 aqui na pista do Tatuapé, na qual o carro do competidor perdeu a conexação entre pack e caixa, ele estava na reta do Box, ou seja dedo embaixo, ele saiu da pista, lançou voou e acertou uma mulher dentro dos Box's, bom no final, ela processou o Carrefour, claro, e quase fecharam a pista.
Cara sou Engenheiro e como o Alex colocou tudo isso, e de parabéns relatar.
As vezes ocorre da Sorte não ajudar também, bom semana passada nosso Amigo Marcelo, deu PT em seu V-One na AARC, "sorte" de ele bater no muro no final da reta e não na direção do estacionamento, onde estava cheio de gente.
Bom eu já quase fiquei sem tornozelo, estava eu na pista fazendo o setup de meu carro, para quem conhece a pista do Tatuapé, lá não tem mesas, elas ficam nos Box's ou embaixo da arvore no final do último grampo.
Só o que aconteceu foi que um 966 1/8 acertou em todo ofuror com a perda de seu receptor meu tornozelo, bom médico na hora.
Enfim, abaixo a foto de um carregamento seguro e dentro dos padrões, e foto do nosso amigo Marcelo na AARC com o V-One destrossado.
Abraços!


Cara sou Engenheiro e como o Alex colocou tudo isso, e de parabéns relatar.
As vezes ocorre da Sorte não ajudar também, bom semana passada nosso Amigo Marcelo, deu PT em seu V-One na AARC, "sorte" de ele bater no muro no final da reta e não na direção do estacionamento, onde estava cheio de gente.
Bom eu já quase fiquei sem tornozelo, estava eu na pista fazendo o setup de meu carro, para quem conhece a pista do Tatuapé, lá não tem mesas, elas ficam nos Box's ou embaixo da arvore no final do último grampo.
Só o que aconteceu foi que um 966 1/8 acertou em todo ofuror com a perda de seu receptor meu tornozelo, bom médico na hora.
Enfim, abaixo a foto de um carregamento seguro e dentro dos padrões, e foto do nosso amigo Marcelo na AARC com o V-One destrossado.
Abraços!


Entrevista com Piquet
Repórter: “Os pilotos fazem amizade?”
NP: “Sim”
Repórter: “Então por que você socou o Salazar?”
NP: “Pra ele aprender”
Repórter: “Por que não no Mansell?”
NP: “Porque esse não iria aprender nunca”
Repórter: “Os pilotos fazem amizade?”
NP: “Sim”
Repórter: “Então por que você socou o Salazar?”
NP: “Pra ele aprender”
Repórter: “Por que não no Mansell?”
NP: “Porque esse não iria aprender nunca”
- MISTER-XIS
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Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
"A.S.A" Associação Sebastianense de Automodelismo
Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
o que aconteceu com esse carro que pegou fogo?
- Maxx3262
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Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Se você adivinhar que foi uma Lipo, te dou um Red Label rsrs....su3zero escreveu:o que aconteceu com esse carro que pegou fogo?
Provável que o cara tenha colocado configurações erradas no carregamento e deixo lá à ver Navios....para churrasco tá bom...
Entrevista com Piquet
Repórter: “Os pilotos fazem amizade?”
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Repórter: “Então por que você socou o Salazar?”
NP: “Pra ele aprender”
Repórter: “Por que não no Mansell?”
NP: “Porque esse não iria aprender nunca”
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Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
su3zero escreveu:o que aconteceu com esse carro que pegou fogo?
presumo pelo carregador estar junto, uma carga erronea de beteria de Li-po
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Re: A importância de fazer manutenção (Lei de Murphy)
Muito importante suas sugestões e considero que o tema Manutenção tem tudo a ver com Segurança (foi nisso que pensei inicialmente quando escrevi esse tópico). Ambos são complementares e importantes.Alexpar escreveu: Vamos imaginar o que poderia ser feito para termos uma pista segura.
1 - Os gândulas precisam de equipamentos de proteção como luvas, roupas acolchoadas, capacete de proteção integral da cabeça, (rosto inclusive) e botas de proteção.
2 - Outra alternativa, ....
Ficam aqui as minhas sugestões de segurança, embora acho que aqui não seja o tópico adequado, afinal o título é sobre manutenção.... mas tudo bem!
Abraços!
Conclusão: seja On ou Off, GP ou EP, o importante é andar...





